segunda-feira, 2 de abril de 2018

Sobre Cultura Escolar...





Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt
Em todas as escolas, todo o final de ano, acontece o mesmo ritual: Conselho de Classe e lá encontramos os professores munidos de diários de classe, provas finais, anotações e um último suspiro pedagógico antes das tão desejadas férias. 
Neste precioso momento escolar, encontramos algumas figuras clássicas: a professora que chora pela aprovação de todos, o terrível professor de química que teria reprovado metade da classe se pudesse, o professor apaziguador a nos lembrar que um aluno já é quase um jogador de futebol profissional e faz pouco sentido reprová-lo pelas suas dificuldades em trigonometria, a professora que sabia quantos exercícios este aluno deixara de fazer ao longo do ano, o percentual de suas presenças nas últimas aulas de sexta-feira, suas médias, desvio-padrão, mas não lembrava exatamente quem era esse tal aluno!
É justamente nos conselhos de classe que a diversidade de visões sobre o sentido da experiência escolar fica claro. É nos Conselhos de Classe que traçamos as linhas que nos unem em torno a um projeto comum. Nessas ocasiões, fica evidenciado que uma boa escola é muito mais do que uma mera reunião de professores supostamente competentes no ensino de cada uma de suas disciplinas. 


Instituições sociais, como a escola, têm atributos que derivam de sua história, têm virtudes e defeitos que se alimentam do tipo de relações sociais que nela se travam e essas marcas institucionais forjam uma cultura e um modo de funcionamento cuja força e permanência ultrapassam os indivíduos que a constituem. Por isso uma escola pode manter sua excelência apesar do fluxo incessante de novos profissionais, ou decair a despeito de sua permanência.

Tudo isso parece soar bastante trivial, mas tende a ser esquecido em quase todas as formulações de políticas públicas de formação de professores e melhoria da qualidade da educação. Concebe-se a formação de um professor como decorrente da posse de certas ‘competências’, técnicas e informações. Tudo se passa como se a relação entre professor e aluno não fosse mediada por uma instituição com histórias, valores, princípios e práticas. Como se não fosse produto de uma cultura que carece ser estudada e reconhecida. Não para ‘técnicas’ infalíveis, mas porque a partir da compreensão de sua cultura institucional podemos nela agir, renovando as práticas em diálogo com o legado do qual somos herdeiros.

Texto referências: Cultura Escolar: quadro conceitual e possibilidades de pesquisa. Fabiany de Cássia Tavares Silva


segunda-feira, 26 de março de 2018

Metodologias Ativas para uma Educação Inovadora

       Fonte Imagem: https://goo.gl/BjkPxq

Em 19 de março, tivemos o privilégio de recebermos José Moran para uma bate papo sobre Metodologias Ativas a partir das perguntas feitas no nosso fórum do Moodle, ao longo da semana.

Moram começou falando que, após ler as perguntas enviadas, percebeu que, há muitas dúvidas sobre o "como fazer" e disse que o maior processo de transformação da educação está na forma de aprender e ensinar.

Diante disso, surgiram dúvidas comuns:
"Como as instituições vão se adequar às formas de hoje?"
"Como aplicar o proposto pela BNCC a metodologias transformadoras?"

Após perguntas e apresentação de problemas, Moran concluiu que as metodologias ativas concebem a educação como forma de apontar caminhos para a autonomia, a autodeterminação pessoal e social. Ela é indispensável para o desenvolvimento da consciência crítica no sentido de transformar a realidade e são estratégias e técnicas onde o aluno é o protagonista do seu aprendizado. Por isso, não há receita pronta a ser seguida, uma vez que o ensino é personalizado, mas requer maior planejamento e consciência do professor como tutor.

O professor deve desafiar o aluno e levá-lo ao questionamento e pesquisa para a construção do conhecimento, não dando respostas prontas.

Entre as metodologias ativas, destacam-se a pesquisa como princípio metodológico, a metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas, também conhecida como Abordagem de Resolução de Problemas ou Problem-Based Learning (PBL), caracterizada pelo uso de problemas como suporte ao desenvolvimento do aprendizado e/ou desenvolvimento de habilidades.

A pesquisa, como princípio metodológico, contempla boa parte das ações pedagógicas inerentes ao contexto acadêmico. A pesquisa mobiliza e integra conhecimentos em uma dada situação e articula um conjunto de outras práticas pedagógicas historicamente utilizadas na educação.

Ao cumprir as etapas de um projeto de pesquisa, o aluno exercita sua autonomia, socializa suas dúvidas, colabora com outros estudantes, pratica o diálogo e aprende a ouvir e a se aventurar no universo do conhecimento.

Na educação, a história da Pedagogia mostra como as diferentes áreas do conhecimento se apropriam e ressignificam as mais diferentes propostas. Dessa forma, a ação pedagógica tem por dever de ofício desconstruir o discurso totalitário, conectar iniciativas até então separadas e promover o diálogo entre os pares.



quinta-feira, 22 de março de 2018

Sobre mim e como cheguei até aqui...

Fonte Imagem: https://goo.gl/KnKZWa

Escolhi essa imagem, pois representa como me sinto neste momento: após 20 anos de trajetória profissional, uma vontade enorme de olhar além. 

E essa sou eu: graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pós Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, pela Universidade FEEVALE, Especialista em Educação Especial pela UNESP e agora o desafio de encarar uma Pós Graduação em Metodologias Ativas.

Na minha trajetória profissional, atuei como professora polivalente do Ensino Fundamental I, em Porto Alegre e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, em escolas públicas estaduais e particulares. Desde 2001, atuo também em clínica particular de atendimento psicopedagógico. Quando vim para São Paulo, direcionei minha atuação para a Orientação Educacional e, nestes 15 anos, tive a oportunidade de desenvolver meu trabalho em todos os níveis, Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio. 

Atualmente sou Orientadora Educacional na Escola Villare, em São Caetano do Sul.

Este será um espaço de interação, compartilhamento e discussão sobre Metodologias Ativas que facilitam o processo de aprendizagem e valorizam o aluno como sujeito e protagonista do seu aprendizado, tornando a sala de aula cada vez mais inovadora, levando a aprendizagem para além dos muros da escola e trazendo o mundo para dentro dela! As reflexões aqui apresentadas constituem o meu e-Portfólio para o curso "Metodologias ativas para uma educação inovadora" do Instituto Singularidades.

E acredito ser esse o meu maior desafio profissional neste momento! 

Vamos em frente...

Fernanda Oliviero












Mentimeter

Disponível em inglês, a ferramenta ajuda a criar interações, como enquetes e votações, em tempo real, e podem servir como atrativo adic...